O meu trabalho de parto deu sinal de iria começar em uma
segunda feira, dia 6 de agosto às 3h da madrugada comecei a perder parte do
tampão e estava com 2 de dilatação, mas o TP ainda não tinha começado. No dia
seguinte às 3h da manha novamente comecei a ter contrações fui para o hospital
eu já era para ter perdido parte do líquido da bolsa, mas só mesmo a outra
parte do tampão que saiu em forma líquida, cheguei ao hospital às 10h da manhã com 3 de dilatação e me
internaram, as contrações só aumentavam elas vinham regularmente de cinco em
cinco minutos desde de o momento em que começou e foi assim até dia seguinte já
era dia 8 de agosto quando cheguei a 4 de
dilatação o médico então me colocou no soro para dilatar, também pudera se
fosse esperar naturalmente chegar a 10 demoraria mais uns 7 dias já que estava
dilatando um por dia. Depois do soro cheguei a sete de dilatação em 3 horas as
contrações passaram a doer muito mais, foi nesse momento que o médico veio
estourar minha bolsa já que ela não estourou sozinha, saiu tanto líquido que
imaginei que o bebê fosse pequeno, depois que estouraram a bolsa a dor era tão
grande que eu gritava em alto e bom tom que queria morrer, eu sempre fui muito
tolerante a dor, mas quando dizem que a dor de parto é a pior do mundo, na
verdade a dor do parto com o soro de ocitocina é a pior do mundo, parecia que todos
os meus órgãos iria sair junto com o bebê, me lembro de ter dito para meu
marido gritando assim – olha eu não estou gritando com você, é que dói muito,
então me manda fazer força!!!!- eu berrava tanto que logo veio a anestesista,
eu queria que ela abrisse minhas costas com um machado e enfiasse a anestesia
logo.No momento que fui anestesiada parecia que eu ouvia anjos cantando. A anestesia
foi um alívio tão grande, como eu já estava praticamente dois dias sem dormir,
eu quis dormir, mas meu marido que também estava já há dois dias ali me disse –
amor vamos ajudar os médicos, eles estão de tão boa vontade, sobe aqui no
cavalinho (é parecido com um bicicleta só que balança igual a cavalinho de
criança) concordei com ele e fui para o bendito cavalinho que está na foto, eu
nunca havia tomado uma anestesia antes, quando desci da cama cai agachada e não
conseguia levantar, foi engraçado pois
meu marido também tentou me erguer e não
conseguiu então uma enfermeira nos
ajudou, eu tentava levantar mas a perna não respondia, finalmente cheguei no
cavalinho e fiquei balançado mais ou menos uma hora e dormi ali mesmo, veio a médica verificar a dilatação voltei
para cama, meu marido conseguiu ver a
cabecinha com os cabelos do bebê, foi então que comecei a fazer força mas a
Manuela nada de sair, depois de tentar por um tempo, a médica tentou puxar com
o fórceps, mas nem assim ela saiu, e o efeito da anestesia começou a passar, foi
quando eu ouvi a pior coisa, vamos fazer uma cesárea. Não que eu seja contra
quem faz cesárea, é que passei nove meses imaginando meu parto normal dois dias
sofrendo e no fim entrar na faca. A cesárea com certeza salva vidas de mães e
filhos, como eu tive a necessidade de fazer, pelo menos foi o que me falaram,
mas fiquei muito frustrada, entrei na sala de cirurgia aos prantos e é claro
eles logo me apagaram de tanto que eu chorava, ouvi tudo, mas não vi nada, me
acordaram para ver o bebê, mas eu estava tão grogue que só um monte de pano com
um toco roxo dentro, pensei nossa essa é
minha filha!!! Quando meu marido chegou na sala de cirurgia já estavam suspendendo
a neném, e ele viu algo grande em cima de mim e perguntou a ao médico o que
era, e ele disse que era o meu útero que foi tirado de dentro de mim e posto de
volta, infelizmente ele não filmou meu útero, e eu acho que não terei outra
chance de ver e nem quero ter outra chance, mas gostaria que ele tivesse
filmado ou tirado uma foto.
A bebê nasceu com 4k 150g, era bem comprida 54 cm, e durinha às 17h e 6 min.Foram praticamente 37h de TP.
Depois que me fecharam tive uma pequena hemorragia,
mas os médicos não precisaram me abrir novamente, quando tudo acabou a
enfermeira me disse que eu e a bebê estávamos indo para sala de recuperação e
que eu não me preocupasse pois a bebê estaria o tempo todo comigo. Bem pensei
naquele momento, - a partir de agora não vou dormir, pois é só eu e minha filha,
tenho que ficar de olho nela, vai que alguém queira leva-la, sequestra-la,
Manuela chorava o tempo todo, colocaram o bercinho dela no pé da minha maca
assim eu não podia vê-la, eu só ouvia seu choro, e com os pensamentos ainda
confusos da anestesia, eu pensava – se ela parar de chorar me jogo da maca e
vão ter que trazê-la para eu vê-la . Pensamentos de mãe!!!!
Fui para o quarto, ainda grogue minha mãe que ficou comigo nesse momento, já que só podíamos ser acompanhada por mulher, pois o quarto era coletivo, me lembro de relance de ver minha mãe andando de um lado para o outro com Manuela chorando e eu deitada bem horizontal, eu só queria sentar e beber água, deram Nam no copinho para Manuela, e eu me entupia de Luftal para não ter cólica, pois quem me conhece sabe que adoro falar e perguntar. S Meu marido veio me visitar na tarde do dia seguinte, muito feliz andou pelos corredores com a Manuela, e um dia depois disso tivemos alta, sexta feira a bebê e eu estávamos ótimos e fomos para casa.
Ter meu marido comigo foi muito importante, não sei que
faria sem ele lá, a sala de parto é muito gelada, ele me esquentava me
abraçando, andava comigo pelos corredores, teve toda paciência do mundo, de
alguma forma ele ter participado do processo do TP e visto parte da cesárea,
foi importante para ele, e mudou muito o nosso casamento, tudo mudou de valor,
eu acho que ele por algum momento pensou que eu poderia morrer, já que os
homens não entendem a dor, os gritos e o processo de parto, eles ficam solidários.
Eu aconselho a todas as gestantes que façam questão de seus maridos
participarem do nascimento de seus bebês.
Esse é o cavalinho!!!!
No próximo eu vou falar da amamentação!!! Até lá!!! Bjksssssssss
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